Com foco na educação antirracista, a Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE) deu início, na última quinta-feira (11), à trilha formativa em Equidade Étnico-Racial, com a formação “Racismo institucional: o que eu tenho a ver com isso?”. O evento de abertura, realizado no auditório da SEE, no Recife, reuniu servidores, pontos focais de educação para as relações étnico-raciais de todas as Gerências Regionais de Educação (GREs), e parceiros institucionais.
Promovido pela Unidade de Educação para as Relações Étnico-Raciais (UNERER) da Gerência de Políticas Educacionais de Direitos Humanos e Cidadania (GEDHC), o ciclo formativo busca capacitar os servidores sobre equidade étnico-racial para torná-los agentes antirracistas na educação.
A primeira formação debateu o racismo institucional e foi realizada em parceria com o Instituto Motriz e o Instituto Guetto, por meio de duas mesas temáticas. O evento teve ainda uma oficina de letramento racial como forma de colocar em prática as reflexões e debates trazidos ao longo do dia.
Para a chefe da UNERER, Natália Vasconcelos, a trilha formativa propõe um trabalho de base, promovendo o encontro com pontos focais, comitês e conselhos parceiros da educação antirracista na Rede Pública de Pernambuco. “Estamos olhando para dentro da Secretaria de Educação, construindo uma base fortalecida e pensando o antirracismo a partir do nosso local de trabalho. Precisamos dialogar com os trabalhadores e trabalhadoras para que eles estejam atentos à não reprodução de práticas racistas, mas também que possam ser agentes de promoção da educação antirracista, como a UNERER é há mais de 15 anos”, pontuou.
O gerente geral de Planejamento, Welson Costa, que representou o secretário executivo de Desenvolvimento da Educação (Sede), Danilo Santos, na mesa de abertura, ressaltou a importância do evento para formar agentes de transformação dentro da SEE. “Esperamos que esta trilha formativa nos faça não só refletir, mas também mudar concretamente estas realidades duras, discriminatórias e preconceituosas que, lamentavelmente, permanecem entranhadas nesse processo de construção histórica”, afirmou.
Para o professor, formador e ponto focal de educação para as relações étnico-raciais da GRE Sertão do Moxotó-Ipanema, Juscelio Arcanjo, o tema do ciclo formativo é provocativo e de grande importância. “A formação está nos subsidiando para que possamos multiplicar o que estamos vivenciando aqui nos debates com pessoas de fácil comunicação. Nós estamos levando muito conteúdo produtivo para que possamos trabalhar lá nas nossas formações e multiplicar isso para os nossos pontos focais de cada escola”, comentou.

Fotos: Josimar Oliveira/SEE